DIREITOS HUMANOS: algumas implicações a este respeito
Direitos humanos,como a própria palavra já indica, referem-se aos
direitos reconhecidos em favor da pessoa humana,segundo a Declaração Universal,
adotada e proclamada por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10
de dezembro de 1948.
Infelizmente, depois de 64 anos já completados, apesar de muitas
conquistas, ainda vivemos num sistema onde a classe considerada mais vulnerável
financeira e socialmente, perece sob a violação escancarada, através de
torturas, opressão às minorias, uso abusivo de poderes, ineficiência na
segurança pública, maus tratos, extorsões de diversos tipos, insuficiência de
políticas públicas que possam atender a demanda de vítimas que tiveram seus
direitos cerceados, além de fanatismos que põem em risco o respeito às
diferenças.
O que se vê são inúmeras distorções acerca dos referidos direitos, como
se estes estivessem favorecendo "ladrões, bandidos, assassinos..." assim
conceituados pelo senso comum.
É evidente que precisamos de lideranças, principalmente a frente da
Comissão de Direitos Humanos que legitimem a luta e manutenção das conquistas
asseguradas, além da intervenção em ações que produzam algum tipo de sofrimento
mental e o apoio a movimentos nacionais e internacionais de direitos humanos.
Diante do exposto e baseado na Declaração referida acima é preciso que
haja a luta por práticas não excludentes, que mutilam os direitos pensados como
legítimos. Imprescindível eximir-se da reprodução de ideias preconceituosas, conservadoras,
discriminatórias e intolerantes, onde ainda percebem-se confusões a respeito.
Poderíamos pensar em indignação e possível punição pelos órgãos
competentes para quem transgride estas normas já garantidas, mas o que busco
provocar neste momento vai além destas ideias. Na ponta deste iceberg de
contradições reside o perigo de que este processo democrático construído a
partir de históricos movimentos sociais se converta em tentativas de
manipulação em nome da liberdade de expressão, por exemplo, ou até mesmo em
embasamentos religiosos radicais ou culturas estigmatizadas e intolerantes.
Se a intenção é construir uma sociedade mais humanizada e coerente
entre a teoria e a prática, é preciso reavaliar urgente o que queremos e quais
as forças que impedem o desenvolvimento de um processo democrático mais eficaz,
na busca da tão sonhada justiça social e igualdade perante as leis, conscientes
sempre de que para cada direito corresponde um dever e baseados em
posicionamentos mais críticos, que promovam este sujeito de direitos à vida em
sociedade, de modo digno e sem violações.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário