Posse de Monitora de Creche

No dia 11 de março aconteceu a posse de duas Monitoras de Creche e uma professora dos anos iniciais no gabinete do prefeito. Estavam presentes o prefeito Horácio Brasil, vice-prefeito Ademar Frescura, secretária de Educação Edy Bittencourt, secretária adjunta Sandra Busnelo e membros do Controle Interno. As Monitoras Sandra de Lima Trombini e Caroline Oliveira Ebling e a professora Loiva Terezinha Veiga Salbego que atuará nos anos iniciais da Rede Municipal foi dada a posse que entrará no exercício de suas funções. A secretária de Educação, Edy Bittencourt parabenizou as mais novas integrantes do quadro funcional da Secretaria de Educação.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

LOUCO, EU?

                             
                                                     Enquanto você se esforça pra ser
                                                     um sujeito normal e fazer tudo igual...

                                                     Eu do meu lado aprendendo a ser louco
                                                     Maluco total na loucura real...

                                                     Controlando a minha maluquez
                                                     Misturada com minha lucidez... 

                                                                                   Raul Seixas –Maluco Beleza       


    A loucura, culturalmente construída e modificada, perpassa séculos e vem acompanhada de estigmas com métodos de intervenção médica interpretados na sua grande maioria apenas por comportamentos manifestos e observáveis, fazendo-se valer de um saber e poder absolutos.
    A inserção da psiquiatria no Brasil, estruturada por um saber científico em relação à loucura enquanto patologia, implantou as instituições manicomiais, internando pessoas em sofrimento psíquico para que fossem disciplinadas, controladas, reguladas e excluídas aos olhos da sociedade.
    A partir de algumas observações da situação exposta pelo poder enquanto força que submete, os movimentos sociais de luta começaram, gradativamente, a questionar estas propostas de aprisionamento e exclusão e pensar acerca da reinserção social, de modo menos violento e invasivo.
    Atualmente, a Reforma Psiquiátrica busca, por meio de conferências, congressos e documentos, pensar ações e serviços que assegurem os direitos da pessoa em processo de vulnerabilidade psíquica, na tentativa de extinção dos hospitais psiquiátricos e inserção de serviços aos usuários que proporcionem o resgate da identidade e da autonomia através de uma rede de proteção integral.
    O sofrimento mental vai além de uma simples nomenclatura de doença. Envolve uma complexidade de fatores internos e externos que precisam ser considerados, bem além das patologizações. 
    A luta antimanicomial enfrenta entraves significativos em relação a mudanças efetivas, dentre eles a necessidade de obtenção de novos olhares que busquem a ressignificação da loucura.
   Vale ressaltar algumas inquietações que nos levam a pensar sobre estas práticas ainda legitimadas:
   Quais causas desencadeariam a busca desenfreada de soluções imediatas para qualquer tipo de desconforto e mal estar apresentado?
   Que sintomas estariam se sobrepondo ao conceito de doença mental?
   Quais interesses estariam a serviço desta representação social?
   Não estaríamos todos à beira, quando buscamos resistir a este universo de pressões e desafetos ?
  Será que as diferenças deveriam ser medicalizadas e a vida normatizada de modo único?
  O grande desafio está lançado, resta-nos acordar para uma realidade investida de valorização às diferenças bem como a produção de enfrentamentos para lidar com as adversidades da vida, incluindo a diversidade humana, sem enclausuramentos e exclusões.  
                                                                                               
                                                                                           

"...e que a minha loucura seja perdoada


porque metade de mim é amor


e a outra metade também."


                                              Oswaldo Montenegro-Metade                                                                                     



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