Dialogando Educação
Dá pra imaginar a importância de
um professor na vida de qualquer ser humano?
Se começarmos a imaginar as
causas que levam este profissional a adotar o título de educador, incorporando
para si como uma forma de vida poderíamos pensar que estivesse objetivando
remunerações mensais para manutenção de suas SOBRE- vivências, ou quem sabe uma
forma de obter reconhecimento frente a seus alunos, talvez também para a
manutenção de um status que lhe remetesse ao título de mestre, detentor de um
saber e poder absolutos ou pela paixão de propiciar mudança e ajudar na
construção de conhecimentos. Aliada a estas possíveis ideias de incorporação ao
magistério, percebe-se algumas questões que necessitariam ser melhores
repensadas a nível de sociedade civil organizada, Estado e profissionais da
educação.
Historicamente vemos a luta
incansável por melhores salários, bem como práticas recorrentes de desrespeito
e descaso para com a educação.
O fracasso escolar, infelizmente
é atribuído única e exclusivamente ao professor, sem considerar a falta de
valorização da classe; o descompromisso de muitas famílias em relação a
educação de seus filhos; a formação continuada que se apresenta verticalizada,
sem adequações a realidade deste mestre bem como espaços, materiais,
equipamentos e recursos humanos ineficientes para o desenvolvimento de
atividades adequadas a tecnologias que permeiam os alunos no seu dia-a-dia.
Mesmo com todas estas mazelas que
acometem nossos educadores permanece o grande desafio de buscar no aluno que se
apresenta, uma possibilidade de mudanças, que seja provocado a pensar,
instigado a estabelecer diferenças entre apenas adquirir conhecimentos ou ser
reconhecido através de suas vivências e bagagem cultural que lhe é peculiar,
num processo de interligação entre a teoria e a prática.
Educar a dor, o medo, a apatia, a
conformidade e apostar na diversidade humana. Encharcar-se de desejo próprio
para auxiliar na construção e mudança de paradigmas e abastecer-se de coragem
para se envolver com o novo, com o desconhecido, investindo no processo de
desenvolvimento do aluno, mas consciente das limitações e frustrações inerente
as condições humanas.
Portanto, a educação de qualidade
precisa ser levada a sério, porém, além dos fatores externos acima relatados,
dependerá de ações diárias e permanentes, movidas pelo desejo de provocar transformações
adequadas à realidade que norteia o cotidiano destes seres pensantes, lançados
e desafiados a serem preparados para a vida.
(Agnes)
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