Posse de Monitora de Creche

No dia 11 de março aconteceu a posse de duas Monitoras de Creche e uma professora dos anos iniciais no gabinete do prefeito. Estavam presentes o prefeito Horácio Brasil, vice-prefeito Ademar Frescura, secretária de Educação Edy Bittencourt, secretária adjunta Sandra Busnelo e membros do Controle Interno. As Monitoras Sandra de Lima Trombini e Caroline Oliveira Ebling e a professora Loiva Terezinha Veiga Salbego que atuará nos anos iniciais da Rede Municipal foi dada a posse que entrará no exercício de suas funções. A secretária de Educação, Edy Bittencourt parabenizou as mais novas integrantes do quadro funcional da Secretaria de Educação.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

SER DIFERENTE É...

 
       Se formos fazer uma viagem ao túnel do tempo,referindo-se ao conceito que designa a deficiência,veremos que ao longo de todo o tempo, preconceitos, estereótipos,generalizações e mitos contaminaram as ações da sociedade em diferentes épocas.
      Desde os primórdios da humanidade a deficiência era vista com total desprezo.Exemplo desta situação foram algumas atrocidades praticadas tais como: lançamento de pessoas consideradas deficientes em despenhadeiros, dizimação destas quando pequenas, sacrifícios de diferentes ordens, enclausuramentos,uso comercial humano para fins de prostituição ou utilizado na mão de obra escrava.
     Mais adiante visualizou-se outra época em que o Cristianismo se manifestava com propósito de difundir entre este grupo social, sentimentos de humanização ao próximo,bem como a legitimação do pecado e do perdão.Contraditoriamente, ao mesmo tempo em que pregava estas possibilidades, a Igreja excluía este grupo de ocupações de cargo na referida instituição,alegando não serem perfeitos.
    A discriminação persistiu na Idade Média onde  preponderava o misticismo em relação as pessoas consideradas deficientes,vistas estas como um castigo divino.Doenças epidêmicas, típicas da época, também colocavam o deficiente em um processo de total exclusão.
   Gradativamente, novos olhares se descortinam,com a ciência passando por avanços consideráveis e avalizando algum direito,bem como o rompimento de algumas crenças e mitos.A deficiência começa a assumir uma condição mais tolerante,social e legalmente,através de direitos adquiridos, legitimados na contemporaneidade por  políticas públicas que asseguram o mínimo de estabilidade em relação a sua qualidade de vida. 
   Mesmo se considerarmos o cenário trágico do abuso  humano referido acima, como  repugnante e excludente, estas práticas poderiam ser  vistas como algo "natural" da época e das sociedades que a constituíam,ou seja,produzido por construções culturais,sociais e históricas.
   A problemática posta em questão a partir de agora permeia a condição subjetiva do ser humano considerado DEFICIENTE. 
   Eis algumas implicações que penso serem  importantes  desmistificar.
   O  que é deficiência? Segundo algumas organizações internacionais daria para se pensar em perdas, anormalidades,incapacidades,impedimentos. Mas a quem beneficiaria estes conceitos? Que outras relações estariam por trás  deste ordenamento? A quem serviria tais comportamentos adaptativos? A atribuição de rótulos e estigmas não seria um entrave para que este sujeito em questão pudesse estar produzindo outras formas de vida ou mesmo tomar suas próprias decisões?  
   Penso que a normatização e o enquadramento fazem-se extremamente perigosos diante da vastidão subjetiva a qual transitamos,todos sujeitos a perdas,limitações, imperfeições,impedimentos que nos colocam na condição de faltantes,deficientes,já que isto nos impulsionaria sempre em busca de algo.
   Somos apenas diferentes, cada um com suas particularidades,gostos,hábitos,ideias,vivências,bagagens culturais,relações sociais, padrões éticos e morais...sim,e daí?     

                        Agnes de Fatima da Silva Patias


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