Esta semana tivemos a oportunidade de refletir um pouco sobre
o Autismo, culminado mundialmente a data no dia 2 de abril.
Se formos analisar sob o aspecto clínico, verificaremos que o
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento que atinge três áreas
específicas, segundo o Código Internacional de Doenças: comunicação, interação
social e comportamento restritivo e repetitivo. Neste caso é muito importante o
auxílio mantido por uma equipe multiprofissional bem como o apoio incondicional
da família.
Focando nosso discurso sob outros olhares podemos pensar
sobre quem é esse ser que por conta de suas características causa certo
estranhamento aos olhos de alguns.
Sabemos que o relacionamento norteia o nosso cotidiano e que
temos por vezes dificuldades em manter a comunicação, o discurso como prática e,
portanto, a linguagem se forma corporalmente ou é canalizada de outros modos
como a somatização pela via orgânica, mas imaginemos agora um mundo onde há
maior dificuldade em exteriorizar estas formas de vida.
Num primeiro momento
parece que estamos a vivenciar um processo de dor, por conta do olhar vago, absorto
em outros pensamentos, agitação motora e gestos repetitivos, por outras vezes
uma quietude que nos provoca aflição, talvez um pedido de recusa ao que está
posto como legítimo.
Porém se analisarmos o mundo contemporâneo onde nos constituímos
enquanto sociedade, verificaremos que a individualidade se faz absoluta e utiliza-se de indiferenças, ausência de empatia,isolamento e dificuldades
em exprimir afetos necessários ao reconhecimento do outro .
Interessante, neste momento, destacar a importância do olhar
materno para o desenvolvimento e constituição do filho que foi gerado. Mesmo
que haja recusa deste quanto ao contato, interação, afeto e comunicação, importante
perceber que por trás de um mero diagnóstico existe um ser que precisa de
cuidados e incentivo ao mundo da cultura humana.
Quando mais cedo estimularmos nossas crianças, mais chances
terão de desenvolver suas habilidades e garantir suas SOBRE- vivências na tentativa
de buscar maior independência e rompimento da cisão que impede, por vezes, este
ser humano de inserir-se ao mundo real.
(Agnes)
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