Posse de Monitora de Creche

No dia 11 de março aconteceu a posse de duas Monitoras de Creche e uma professora dos anos iniciais no gabinete do prefeito. Estavam presentes o prefeito Horácio Brasil, vice-prefeito Ademar Frescura, secretária de Educação Edy Bittencourt, secretária adjunta Sandra Busnelo e membros do Controle Interno. As Monitoras Sandra de Lima Trombini e Caroline Oliveira Ebling e a professora Loiva Terezinha Veiga Salbego que atuará nos anos iniciais da Rede Municipal foi dada a posse que entrará no exercício de suas funções. A secretária de Educação, Edy Bittencourt parabenizou as mais novas integrantes do quadro funcional da Secretaria de Educação.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

                                    Reflexões Acerca da Condição Feminina

  "Nunca fui capaz de responder a grande pergunta: o que uma mulher quer?"
                                                               Sigmund Freud     (1856-1939)


Durante a semana que antecede o Dia Internacional da Mulher, a mídia mundial retrata diferentes olhares acerca da identidade feminina, incluindo-a em contextualizações históricas e analisando seu passado de lutas bem como a busca incessante pela democratização das relações de gênero.
A espécie humana deu-se a partir da reprodução homem/ mulher e após este ciclo, o início da construção da sociedade.
Culturalmente pensada e tratada como inferior, pôs-se num processo de submissão ao homem, sinalizando fragilidade e restrição ao mundo doméstico, bem como a ligação com a passividade feminina.
Nenhuma lei será eficiente em relação à luta por direitos da mulher se não estiver atrelada à mudanças culturais em relação a hábitos e costumes historicamente construídos ao longo da humanidade. Observa-se que grande parte das mulheres ainda conserva um discurso altamente discriminatório, aliado a conceitos que a classificam,submetendo-a a situações de inferioridade em relação ao homem.
Pode-se pensar que em relação ao gênero ainda impera a guerra de sexos, de competições entre ambos. Importante lançarmos um olhar diferenciado onde as diferenças são naturais, entre qualquer espécie do reino animal, vegetal ou mineral.
Os estereótipos, preconceitos e discriminações arraigados em nosso cotidiano por vezes sutis, ainda impedem o exercício dinâmico da atuação feminina no desenvolvimento de sua liberdade responsável.
Para onde pretendem ir, onde desejam chegar, o que querem e quais são as expectativas da sociedade em relação a esta mulher contemporânea?
Tais questionamentos fazem-se desnecessários se compreendermos que a condição feminina coloca a mulher num paradoxo de possibilidades, pois embora ainda cantada e encantada em prosas e versos embarca no mundo pós- moderno em papeis sociais, e com o avanço da genética modifica vários aspectos de sua vida e acrescenta maior responsabilidade pelas suas escolhas, intencionais ou não, sem mais linearidades em seu percurso vital.
Ao mesmo tempo em que assumem modos e posições que favoreçam a sua liberdade, deparam-se com a necessidade de serem desejadas, amadas, acarinhadas, receberem colo, atenção, cuidados inerentes à condição humana, fazendo-as sentirem-se mulheres apenas, sem rótulos, estigmas ou comparações com o sexo oposto. Mesmo sujeitas a pressões externas, buscam construir esta identidade feminina, reconhecendo-se gradativamente enquanto produtoras de suas próprias escolhas , bem como geradoras de vida, humanas, únicas, singulares em suas essências, diferentes de máquinas.
Insatisfeitas, inconstantes, mutáveis, inquietantes, estas guerreiras vão à luta na perspectiva de alimentar seus anseios e legitimar as diferenças que efetivem cada estilo, com papeis e funções específicas.  
                                                                                                            Agnes de Fatima da Silva Patias


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